15 de abril de 2014

Mesa Dividida

Minha maneira de trabalhar se propõe a criar todo um universo particular inspirado na personalidade e história do cliente, para então torná-lo realidade. Peça por peça, componente por componente. E a Mesa Dividida é o primeiro móvel que crio/ assino para produção em série, tendo sido concebida para participar da compilação de móveis modernistas no "Ap porta-joias" _ de uma cliente psicanalista.
A mesa, metade em aço inox e metade em latão, com uma travessa preta conectando as partes prateadas e douradas _ quando vista de um lado parece toda prateada e do outro, toda dourada. Recebe o nome de "Dividida" em homenagem ao Sujeito Dividido, um conceito criado por Jacques Lacan. Em um breve drops psicanalítico, tal conceito se refere ao sujeito do inconsciente, sujeito dividido pela linguagem, presente em todos nós, e foi proposto pelo célebre psicanalista francês em um de seus Seminários que levaram à avanços sobre o legado de Freud.
A viabilidade técnica da peça, que deveria ter suas partes encaixadas devido à impossibilidade de solda entre os diferentes metais, foi vencida com primor por Ivar Siewers e sua Fábrica. Os cortes precisos e os aparufasamentos aparentes, intencionais, resultam impecáveis. Viva a competência! Viva Ivar e sua trupe!
A Mesa Dividida pode ser encomendada para entrega em Belo Horizonte e São Paulo (inicialmente). Será produzida pela Fábrica de Ivar, que como já contei aqui, é a única autorizada a fabricar a poltrona "Paulistano" de Paulo Mendes da Rocha, a poltrona "FDC" de Flávio de Carvalho, a mesa "Stella" do próprio Ivar, entre outras peças muito especiais. É uma honra, uma alegria só ter meu primeiro móvel produzido por eles.

Mesa Dividida  .   medidas: 260x100x72cm ( peça das fotos )  .   para valor e outras medidas: sob consulta pelo email info@grampodesign.com.br
















Conexão aparafusada entre aço inox, latão e aço carbono com pintura eletrostática. O aparafusamento é sempre aparente na peça

 















Protótipo em aço carbono para testes de fixação entre as partes, já que o móvel não possui soldas, apenas encaixes



Fotos da Mesa Dividida: Julie Arantes
Making of: Manoela Beneti

31 de dezembro de 2013

Adeus 2013, um brinde ao Ano Novo!

A Grampo dá bye bye para 2013 e registra o lançamento do livro "Espaços Autonômos", da autora Kamilla Nunes, ocorrido no MAM do Rio de Janeiro em novembro. Estamos nessa publicação que reuniu vários espaços e iniciativas, mapeados pela autora, onde a arte é sempre motivo para compartilhar ideias e a vida. Em uma breve descrição, "O livro é uma pesquisa desenvolvida a partir do mapeamento de espaços autônomos brasileiros, também conhecidos como “espaços independentes”, “espaços autogestionados” e “espaços experimentais”, que ocupam um lugar estratégico na recepção, articulação e desenvolvimento da arte experimental no Brasil."
Estar no livro é bastante simbólico pra mim e conclui um ciclo muito importante de realização de exposições / exercícios de curadoria, desde meados de 2011. 

Então, um brinde ao vazio que o Ano Novo contém! Façamos dele o espaço para receber os próximos desafios e realizações, com amor e dedicação! 





14 de dezembro de 2013

Penetrantes da cidade-museu


Vista da instalação "Penetrável Genet",
em cartaz no Cemitério do Araçá até amanhã, dia 15/12


"Quasi-cinema" de Hélio OIticica projetado sobre monolitos
no instalação "Penetrável Genet", de Anna Ferrari e Celso Sim

Ainda é possível visitar um último e incrível suspiro da programação da X Bienal de Arquitetura de SP_ a mais competente em conteúdo e forma que já tivemos. Se antes as Bienais se concentravam em um espaço expositivo, essa deu um salto ao se espalhar em rede por inúmeros pontos de São Paulo, conectados pelo metrô, para tratar do tema que não quer calar e nos afeta diariamente: “Cidades: Modos de Fazer, Modos de Usar”, sob curadoria do arquiteto e crítico Guilherme Wisnik, com curadoria adjunta de Ana Luiza Nobre e Lígia Nobre.

O último suspiro a que me refiro é a instalação de arte urbana “Penetrável Genet”, que trata de temas como a vida, a morte, o prazer, a dor e a memória, com uma potência impessionante. Propõe ao visitante um passeio, guiado, pelo quase-não-lugar que é a necrópole_ no caso, o Cemitério do Araçá_ ao som de um poema de Hélio Oiticica, musicado, até a chegada ao Ossário Geral_ onde estão os restos mortais de vítimas da ditadura, jogadas, na época, numa vala-comum do cemitério Perus. Ali, os autores da obra_ a arquiteta Anna Ferrari e o artista Celso Sim_ introduziram monolitos de mármore onde se projetam imagens de um “quasi-cinema” de Hélio Oiticica e também da exumação dos corpos na época da transferência dos mesmos. O penetrante-visitante, na penetrável caixa de ossos–memória, está, portanto, imerso em uma experiência sensorial acionada pela música, pelo lugar insólito, pelas imagens, pelo subtexto histórico _  experiência que leva, a depender de cada um, a um feixe de percepções e elaborações que florescem dali em diante. E a contundência do trabalho, agora em seu cerne político, foi ainda mais potencializada por ter sido vandalizada na véspera de sua abertura. Os artistas, sabiamente, incorporaram o ataque ao trabalho e o que se vê é a instalação violada _ parte ruína assinada pela intolerância e violência. Violência de ontem e de hoje, revista e repetida ali.
Conceitualmente, Penetrável Genet  articula duas ideias. A que sugere o escritor francês Jean Genet em um texto, ao incentivar intervenções artísticas em cemitérios, e a do ideal Neoconcreto  _ mais fortemente em Hélio Oiticica e  Lygia Clark_ de colocar o visitante enquanto vetor e protagonista do acontecimento da obra de arte. Em outras palavras, o corpo presente na obra de arte_ que pode ser um espaço, uma indumentária, etc_ é quem dá vida a ela. A essas duas idéias se associa o tema político de denúncia sobre os horrores da ditadura_ assunto extremamente caro a Anna, uma das autoras. Neta do artista argentino León Ferrari (tido como dos mais provocadores e importantes do mundo ao tratar dos temas intolerância, guerras e religião católica), teve sua família perseguida pela ditadura argentina e perdeu um tio assassinado por ela (filho de León). E numa coincidência absurda, presenciou um ataque a uma exposição de seu avô durante sua abertura, em 2004 (o episódio envolveu ainda o à época cardeal Bergoglio_ hoje Papa Francisco_ que quis censurar a mostra, e é relatado no livro " O Caso Ferrari"). Mas se o fascismo odeia a arte e deixa sua herança, a arte deixa seu legado e sempre encontra uma maneira virtuosa e inteligente de se impor e denunciar. A grandeza de Penetrável Genet nos remete também a isso.

Nos disse Hélio Oiticica que “O Museu é o Mundo"; nos mostra isso Penetrável Genet na escala em que atua; nos propôs isso essa Bienal espalhada pela cidade, para que se fosse de encontro, com intensidade, ao organismo vivo da megalópole, com corpo presente, poros e olhos abertos para a caótica realidade construída _ consultando absurdos, relembrando outros, aprendendo com o passado e vendo o que está superado. Para então, a partir dessas escavações e visadas, podermos nos mover melhor no sentido quase inexplorado, dada nossa recente cultura urbana, de intervir e propor novos modos de fazer e de usar a cidade. Que é mundo, museu, palco pra vida_ plena de tragédias, mas também de possibilidades.
Penetrável Genet: em cartaz desde 05/11, vai só até amanhã 15/12, de 12h às 16h  .  Cemitério do Araçá ( Av. Dr Arnaldo, 666, Cerqueira César, Sp)  .  Metrô Clínicas
Inscrições gratuitas por email: enviar nome, data e horário para penetravel.genet@gmail.com até às 18h um dia antes da sessão escolhida e chegar 10 minutos antes. Vá de sapato confortável.


Invenção da Cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe, 1977_ obra de Hélio Oiticica no Museu Inhotim



Um parangolé de Hélio Oiticica, vivo através de seu visitante

30 de setembro de 2013

Ap porta-joias

Um apartamento suporte para a vida vibrante de uma psicanalista que divide seu tempo entre Belo Horizonte, o interior de Minas e o mundo, em rotas motivadas pelo trabalho e pelo amor. Um cubo/ volume branco como suporte de neutralidade ideal para ressaltar preciosidades. Arte _ com Amilcar de Castro em gravuras de fases distintas, mais um trabalho delicado em branco sobre tela branca de Nydia Negromonte e o colorido visceral e feminino de Gabriela Machado; E mobiliários _ de Lina Bo Bardi, Geraldo de Barros, Joaquim Tenreiro e Jorge Zalszupin, que trazem o rigor do desenho modernista. Arte de um lado, design de mobiliário de outro, tal qual a dialética que propõe a psicanálise, entre inconsciente e consciente. A mesa de jantar, batizada “Dividida”, de nome inspirado no conceito lacaniano de “sujeito dividido”, foi desenhada por mim (tema de próximo post) para ser visualmente leve e receber as pessoas generosamente em torno da amizade e da boa gastronomia.
Ap suporte para a vida, porta-preciosidades, no ritmo da vida.
( post parte integrante da narrativa " Manoela em Obras ". Para ver mais trabalhos acesse facebook.com/grampodesign )

Fotos: Jomar Bragança

  



























16 de julho de 2013

A Grampo se transforma com a vida!


Essa será uma narrativa através de imagens para ilustrar um pouco do meu trabalho nesses 10 primeiros anos no ofício da arquitetura. Um período curto para uma carreira em que um profissional é classificado como jovem até os 40 anos. Há ainda um bom trecho a ser percorrido para que eu então chegue nesse ponto.

Minha forma de trabalhar procura potencializar nos espaços que crio, as personalidades, identidades e singularidades de meus clientes, através do meu olhar. E isso tem se dado em apartamentos e lojas_ todos desenvolvidos em uma escala de ateliê, uma fórmula que me permite conceber e acompanhar tudo de perto. 

Manoela em obras faz menção também ao momento de transformação que atravesso. As mudanças vêm suaves e constantes, e então pode acontecer de não nos reconhecermos mais ali onde estamos. E é preciso mudar tudo. Acredito que da precariedade das coisas que nascem, na transitoriedade da vida, construímos nossas maiores verdades. Obras são mesmo lugares pulsantes. 

Após inúmeras idas a São Paulo recentemente, decidi que vou estabelecer, em breve, minha base de trabalho por lá. Para estar mais perto da intensidade da vida, numa cidade em que o campo das artes e do trabalho pulsa muito fortemente. E como vou sentir falta de tantas pessoas e das maravilhas daqui, será inevitável ir e voltar muito, me transformar numa mistura desses dois lugares, atender às pessoas dos dois lugares, ter talvez um sotaque híbrido.

A Grampo, minha forma de operar, através do exercício de curadoria, relações intrínsecas da arquitetura com outras disciplinas artísticas, vai comigo, em obras, para depois se estabelecer de uma forma nova, pertinente a sua nova realidade. Mais uma vez em sintonia com sua essência de criar e de grampear, no sentido de reunir, o que causa meu olhar.



29 de abril de 2013

Registro geral da Exposição FJB


Função em Justa Beleza virou mantra na Grampo nos últimos tempos_esteve em cartaz no período de 19/12 a 9/3_ e agora entra pra nossa história. Essa nota traz alguns dos principais momentos dessa narrativa que reuniu os mobiliários de Ivar Siewers, um dos grandes do design brasileiro, e arquiteturas de quatro colegas também fabulosos_ Carla Juaçaba, Carlos Alberto Maciel, Juliana Barros e Marcos Acayaba.  Abaixo: imagens do processo de produção de algumas peças de Ivar; da exposição propriamente dita sobre o tablado; do dia da abertura; do processo de concepção inicial da Casa Função em Justa Beleza que propus como exercício paralelo à mostra. Pra que tudo faça mais sentido, recomendo a leitura do texto de abertura da exposição ( basta clicar aqui ) e também das "notas da curadoria"_ pequenas reflexões em livretos ( handmade! ) que estiveram ao lado dos objetos expostos.

Um pouco do processo de produção das peças de Ivar Siewers
Fotos : Manoela Beneti



Pintura eletrostática da cadeira Isa. Design de Ivar Siewers









"Cadeira Isa
Notas da curadoria:


Mais recente projeto de Ivar. Uma cadeira básica, pra toda hora, com uma cartela de cores alegre. Notem o misterioso sorriso de Isa.
As fendas nas chapas de assento e do encosto permitem a maleabilidade do material para a adequada ergonomia. Economia de material e mais leveza estética são ainda ganhos secundários obtidos por causa dessas fendas." ( MB )



Cadeiras Isa na Fábrica de Ivar
Fotos na Fábrica: Julie Arantes



Polimento da Mesa Kaeko na Fábrica. Design de Rafic Farah



Os meninos de ouro da Fábrica seguem a "receita de bolo" para se fazer a clássica Cadeira Butterfly_ícone do design que é produzido na Fábrica também.



Uma pata da Mesa Tarsila na Fábrica. Design de Ivar Siewers



A montagem da exposição pronta na Grampo
Fotos da montagem : Julie Arantes


O Banco Bola de Ivar


"Protótipo Banco Bola
Notas da curadoria:

A partir de um elemento simples_ uma esfera metálica encontrada em linha comercial_ Ivar procede com perfurações anguladas e rosqueadas para receber hastes em aço inox. Esta nova peça, conectora de apoios, se desdobra em bases para banco, mesa de jantar e mesa lateral. 
No caso deste protótipo de banco, aqui exposto, o assento é feito em madeira laminada colada, em versão crua, mas a peça acabada recebe ainda camada  de verniz fosco incolor." ( MB )



Trecho inicial da montagem 
(poltrona Minas à direita)


"Poltrona Minas
Notas da curadoria:

Não há parafusos na peça, apenas o encaixe por pressão do assento-encosto à estrutura. 
Ivar utiliza o compensado mais barato, do tipo "fundo de armário", procedendo com cortes em fatias, depois coladas topo a topo, que compõem uma peça inteiriça de assento-encosto. Dessa maneira tira o melhor partido de um material barato e eficiente, revelando a beleza das tonalidades variadas de madeira que usualmente ficariam escondidas.
A estrutura em aço inox tem lógica estrutural semelhante à da mesa Stella, onde o aço mais leve possível é dobrado de forma que a geometria da peça proporcione a máxima rigidez." ( MB )

A Poltrona Oh! assinada por Ivar

"Poltrona Oh!
Notas da curadoria:

Os aros concêntricos se propagam, fixos à base, abrindo o “ Oh!” que dá título à peça.
Um preciso estudo das angulações, que tem por finalidade determinar a ideal inclinação para o corpo recostado, mostra o cuidado no processo de desenho para favorecer a ergonomia.
As fixações do encosto e assento, vistas por trás e abaixo, são dignas de nota, fruto da simplicidade e objetividade do desenho.
As curvaturas das madeiras tipo compensado, do assento e do encosto, são idênticas e o processo de execução das mesmas é elementar. Para tanto utiliza-se uma prensa de marcenaria do tipo mais simples, o que reflete em diminuição do custo final da peça." 
( MB )


O Tríptico Bamboletras. Design do tipoeta Daniel Mansur e de Ivar Siewers


" Tríptico Bamboletras:
Notas da curadoria:

Mais uma peça cujas referências remetem mais diretamente ao Modernismo, está pelo mesmo motivo disposta sobre o tecido. Trata-se de um tríptico assinado pelo poeta visual, também conhecido como tipoeta ( apelidado assim por Haroldo de Campos ), Guilherme Mansur. Nele vemos a tipografia “Bamboletras”_uma fusão da fonte Futura à imagem de bambolês.
A peça é uma poesia visual, podendo ser fixada na parede ou utilizada como descanso de travessas.
Produzida na Fábrica de Ivar,  é um objeto pensado para fabricação seriada e em maior escala. Seu processo de produção obtém máximo aproveitamento da uma chapa de ferro, a partir do recorte de quadrados de 14x14cm." ( MB ) 


A mesa de centro Tarsila em primeiro plano


"Mesa Tarsila:
Notas da curadoria:

Uma chapa de mdf é recortada produzindo faces que, quando coladas, compõem os pés desta mesa. A cada chapa inteira de mdf, Ivar consegue retirar os componentes necessários para a execução de 3 mesas completas, com o mínimo de desperdício de material.
Esta peça foi desenvolvida num arroubo, em protesto ao comentário de um grande fabricante de móveis.  Tendo ele promovido um concurso de desenho de mobiliários, apresentou aos brasileiros finalistas, entre eles Ivar, uma banca de examinadores explicando que o Brasil precisava aprender sobre design com os italianos que estavam presentes.
Ivar criou um móvel cheio de patas, que remetem ao Abaporu de Tarsila do Amaral, fazendo menção ao conceito do Movimento Antropofágico _ que enfatizava a identidade cultural brasileira.
Esta peça possui grande importância simbólica na exposição. Está disposta sobre o tecido como forma de diferenciação em relação às outras, por remeter diretamente ao ideário Modernista. Todos os trabalhos aqui expostos, entre mobiliários e arquiteturas, refletem uma produção contemporânea, mas possuem um mínimo denominador comum Modernista." ( MB )


Criador e criatura. Mesa Stella_ peça vencedora do Prêmio Divulgação do Museu da Casa Brasileira, de 2006


"Mesa Stella
Notas da curadoria:
Extrema sofisticação resultante da racionalidade no uso do material e da solução estrutural inventiva. Utilizando o mínimo necessário de material e obtendo a máxima rigidez estrutural através da geometria do desenho, Ivar obteve uma peça levíssima e de custo muito acessível ao consumidor final.
Pode ser utilizada também em conjuntos de 2, 4 ou mais peças, com um tampo quadrado ou redondo apoiado." ( MB )


Maquete do "Estúdios Capelinha", projeto do arquiteto mineiro Carlos Alberto Maciel 



A Casa Mínima, assinada pela carioca Carla Juaçaba
Fotos da Casa  Mínima: Carla juaçaba



A Casa Mínima e sua vista da cama


As Casas do Alto da Boa Vista, do paulista Marcos Acayaba
Foto de Jorge Hirata



Vista interna de uma das casas, localizadas no Morumbi, em São Paulo
Foto de Jorge Hirata

Estúdios Capelinha, em Belo Horizonte
Foto de Leonardo Finotti



Vista interna de um dos estúdios
Foto de Leonardo Finotti



Projeto para Reconversão de Edifício para Habitação de Interesse Social, da mineira Juliana Barros
Maquete eletrônica: Juliana Barros



Uma imagem interna do prédio localizado no centro de Belo Horizonte, caso ocorra a reforma 
Maquete eletrônica: Juliana Barros

Visitantes na exposição
Fotos da abertura da exposição: Anna Victoria Urbieta


Brincadeira no tablado!



Abertura que aconteceu em 20/12/12
Nesta foto é possível ver dependuradas as estruturas da Poltrona FDC, de Flávio de Carvalho, da Poltrona Paulistano, de Paulo Mendes da Rocha e da Mesa Kaeko, de Rafic Farah.







Livreto ( handmade ) e estrutura da Poltrona FDC, de Flávio de Carvalho, pendurada 



Levantamento topográfico do terreno em Brumadinho-MG, para a Casa Função em Justa Beleza


 Detalhe da vegetação do lugar, que é de transição entre cerrado e mata Atlântica
Fotos e croquis: Manoela Beneti







Material para croquis 



Aquarela croqui para concepção inicial da Casa FJB

- A casa suspensa convida para a travessia até o rio.



croqui em aquarela por mim

- Uma árvore é o ponto de referência para implantação da casa no terreno e o ponto de origem da malha estrutural. A casa, suspensa do solo, convida para que se passe por debaixo dela, seguindo em uma a travessia até o rio.



croqui em aquarela 

Mais croquis


Ficha técnica:

Curadoria, cenografia, expografia e textos: Manoela Beneti
Fotos da exposição: Anna Victoria Urbieta, Julie Arantes e Manoela Beneti
Arquiteturas na exposição: Carla Juaçaba, Carlos Alberto Maciel, Juliana Barros e Marcos Acayaba
Croquis/ Concepção para Casa FJB: Manoela Beneti
Mobiliários: Ivar Siewers
Tríptico Bamboletras: Guilherme mansur e Ivar Siewers
Estruturas de móveis: poltrona FDC, de Flávio de Carvalho; poltrona Paulistano, de Paulo Mendes da Rocha;  mesa Kaeko, de Rafic Farah
Livros e revistas que também fizeram parte da exposição: 
-"Marcos Acayaba" - Marcos Acayaba - Ed. CosacNaify - 2007
-"Metrópole: 5a. Bienal Internacional de Arquitetura e Design de São Paulo" - IAB - 2003
-"O móvel brasileiro moderno" - Organização de Marcelo vasconcellos e Maria Lúcia Braga - Ed. Aeroplano e FGV - 2012
-"Paulo Mendes da Rocha" - Paulo Mendes da Rocha - Ed. CosacNaify - 2006
-Revista AU nº 218 - Pini - Maio de 2012
-Revista Monolito #11 - "Jovens Arquitetos" - Ed. Monolito - 2012



Agradecimentos: 

À Aparecida, da Mecap indústria de pintura eletrostática.
Ao Guilherme Mansur, o tipoeta.
À Mariana Hoffman, estagiária de design de produto na Fábrica de Ivar Siewers.
A todos os colegas que participaram com seus trabalhos.